segunda-feira, abril 20, 2015

AS LOROTAS DE JABES RIBEIRO NAS ONDAS DO RÁDIO

Jabes.
Jabes.

Em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (20), ao programa O Tabuleiro, na FM Conquista, mais uma vez o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, proliferou inverdades publicamente. O que, convenhamos, não é nenhuma novidade.

Pois bem, uma das mentiras ditas pelo gestor municipal, é que ele “estaria fazendo 5 mil casas populares no município”.

Ora bolas, qualquer pessoa que já tenha ouvido falar do “Minha Casa, Minha Vida” sabe muito bem que trata-se de um programa federal, de responsabilidade e autoria do governo federal, e que a prefeitura simplesmente não tem nada a ver com a história.

No mesmo programa, Jabes falou mal do asfalto utilizado para o recapeamento de algumas ruas do bairro São Miguel, zona norte da cidade, que, um ano depois do serviço já demonstram problemas. Aí, ele fez questão de dizer que o serviço foi encomenda do governo do estado. Só que, na época, o nosso querido prefeito não se cansou de posar ao lado das obras e afirmar que trava-se de uma ação do município.

Além disso, Jabes teve a audácia de afirmar que esse ano, seria o ano para transformar a cara da cidade. Como assim? Justamente no último ano de mandato, onde passou três outros sem fazer praticamente nada, ele agora vem afirmar que vai fazer tudo o que não teve competência em realizar?

Pois é amado prefeito, suas falácias não enganam mais ninguém, e não é a toa que, já cansados, os ilheenses lhe apelidaram carinhosamente de Jabóquio, em uma alusão ao personagem que, de tanto mentir o nariz crescia.

Quem somos nós para contrariarmos a sabedoria popular…

Matéria do site Ilheus24h.com.br

Projeto das Cinquentinhas em Ilhéus vai à sanção do prefeito

cinquentinha 50A mesa Diretora da Câmara  Municipal de Ilhéus encaminhou o projeto de lei n°098/2014, ao Executivo Municipal, no dia 17/04/2015, que dispõem  sobre o registro, licenciamento de dos ciclomotores e autorizações para as conduções dos  mesmos (cinquentinhas)  no Município.
A partir de sexta-feira, o prefeito terá prazo de 15 dias para, se concordar, sancionar o projeto nos termos do art. 49, da Lei Orgânica do Município.
No caso de inércia do executivo no mesmo prazo, importará em sanção.
Com a sanção do projeto de lei resolve de uma vez por todas os problemas que atormentavam os proprietários dos ciclomotores (cinquentinhas), e estanca as apreensões ilegais que vinham ocorrendo sem previsão legal.
Para o Vereador Cosme Araujo (PDT), autor do projeto, esta vitória é das pessoas que utilizam este meio de transporte, que, além  de não poderem ter seus bens apreendidos, terão ainda, o prazo de 6 meses, a partir da sanção do projeto para regularizarem os ciclomotores junto ao  órgão competente por  exigências estabelecidas na Lei de Trânsito.
Portanto, qualquer apreensão de “cinquentinha” neste momento, deve procurar o vereador Cosme Araújo para providenciar a liberação; quantos as apreendidas, estas também vão ser liberadas sem pagamentos de multas.

domingo, abril 19, 2015

LAVA JATO QUEBRA EMPRESAS E ENFRAQUECE ENGENHARIA




O cenário criado após a deflagração da Operação Lava Jato é de devastação econômica nas principais empresas que atuam nas grandes obras do País, apontando para outro efeito devastador na desnacionalização da infraestrutura nacional; principais empreiteiras colocam a venda concessões de aeroportos, rodovias, portos, saneamento e estaleiros; principais interessados são grupos estrangeiros; obras estão paralisadas sem previsão de serem retomadas, como a duplicação da BR-153 entre Goiás e Tocantins, ou as obras do Comperj, no Rio; gigantes da construção pesada, do setor de petróleo e gás se deparam com portas fechadas para o acesso ao crédito; sem ter como financiar as obras e sendo executadas por credores, as empresas estão recorrendo à recuperação judicial; só em março, foram feitas 75 solicitações, a exemplo da Alumini, Galvão, OAS e Schahin; juntas; as quatro empresas acumulam dívidas que chegam a R$ 17,9 bilhões; todas já fizeram demissões, que podem chegar a 170 mil

Os desdobramentos da Operação Lava Jato, comandada pelo juiz Sergio Moro para oficialmente combater um esquema de corrupção na Petrobras, criaram um cenário de caos e desolação na área da infraestrutura no País. Demissões, quebradeira nas maiores construtoras nacionais, dezenas de obras estruturantes paralisadas e um grande feirão de concessões de aeroportos, portos, rodovias, empresas de saneamento e de estaleiros que na prática representam uma brutal desnacionalização da infraestrutura no País.

As empresas têm enfrentado dificuldades financeiras desde o fim do ano passado, período em que a Petrobras suspendeu contratos que tinha com as empresas acusadas de formar um cartel para fraudar contratos e desviardinheiro público.

Agora, revela reportagem da Folhadeste domingo (19), as grandes empreiteiras brasileiras envolvidas na Operação Lava Jato estão vendendo seus negócios estruturantes para saldar suas dívidas milionárias. A publicação sustenta ainda que grupos estrangeiros estariam interessados em algumasoportunidades.

A Folha cita os aeroportos de Guarulhos, Brasília e Natal, privatizados no governo Dilma, entre as concessões à venda. A construtora Engevix teria colocado à venda sua participação na Inframérica, consórcio que opera os aeroportos de Brasília e Natal, por R$ 400 milhões.

A OAS teria colocado à venda os 24,4% que possui na Invepar, concessionária do aeroporto de Guarulhos, do metrô do Rio e rodovias. A canadense Brookfield teria interesse. A multinacional vão conceder FINANCIAMENTO emergencial de R$ 800 milhões para OAS e receberão em garantia uma fatia dos 24,4% que a empreiteira tem na Invepar.

No saneamento, podem trocar de mãos as empresas responsáveis por serviços em 20 cidades. A Galvão Engenharia teria colocado à venda companhias em 18 cidades. O GP INVESTIMENTOS, alega o jornal paulista, chegou a fazer proposta de R$ 800 milhões, mas o negócio ainda não foi fechado. A OAS também estaria negociando empresas de saneamento em Araçatuba e em Guarulhos.

Os estaleiros Enseada, da OAS, e Rio Grande, da Engevix, também entrariam no feirão da Lava Jato. As empresas enfrentam dificuldade para seguir operando por causa dos atrasos de pagamentos da Sete Brasil, empresa contratada pela Petrobras para construir suas sondas, mas que corre o risco de quebrar devido ao atraso de um FINANCIAMENTO prometido pelo BNDES.

Grupos estrangeiros, principalmente fundos que compram participação em empresas, estão se movimentando para analisar as possibilidades de negócio. A Advent, uma das maiores gestoras do mundo, também chegou a fazer propostas por alguns negócios, embora o jornal não especifique quais. A avaliação geral é que existem boas oportunidades e que podem surgir outras, a depender dos desdobramentos da Operação Lava Jato nas demais construtoras do país.

"O risco é alto, mas quando teremos outro petrolão?", disse o gestor de um fundo.



Crise

Segundo dados da Serasa Experian, somente em março deste ano, foram feitas 75 solicitações de recuperação judicial de empresas (leia aqui). O processo foi criado no Brasil em 2005 em substituição à concordata, com o objetivo de daruma segunda chance a empresas que estão em dificuldades financeiras. Quando a recuperação é aceita pela Justiça, as execuções contra a organização são suspensas e ela ganha fôlego para elaborar um plano para se capitalizar e pagar suas dívidas. Os credores podem decidir se aprovam ou não a proposta.

Sem dinheiro nem crédito para se capitalizar, a primeira grande empresa afetada pela Java Jato a solicitar recuperação judicial foi a Alumini Engenharia, em janeiro. A empresa atua nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Comperj, no Rio de Janeiro, e alega dificuldades para receber R$ 1,2 bilhão por serviços prestados à Petrobras. A empresa acumula uma dívida de R$ 923 milhões.

No total, a empresa emprega cerca de 6 mil trabalhadores. No Comperj, as obras ficaram paradas desde o dia 7 de janeiro. Em Pernambuco, os problemas começaram ainda em 2014 e cerca de 4.800 trabalhadores foram à Justiça para reivindicar salários atrasados, rescisões e outras verbas. 

Além da Alumini, a Jaraguá Equipamentos Industriais, de Sorocaba (SP), também entrou com pedido de recuperação judicial, que foi aceito pela Justiça em julho do ano passado. A empresa já apresentava problemas financeiros nos primeiros meses da Lava-Jato e acumulava dívidas de R$ 500 milhões. 

Galvão não tem como tocar duplicação da BR-153

O Grupo Galvão teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça do Rio no fim de março. Grupo empresarial comandado por Dario Galvão, preso pela Policia Federal na Lava Jato, alega não ter capital para tocar as obras de duplicação da rodovia BR-153, entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO). 

O contrato de concessão da rodovia foi assinado em setembro do ano passado. Empreiteira chegou a colocar R$ 200 milhões em obras menores na rodovia. Pelo contrato, as obras de duplicação devem começar neste mês de abril, mas a empresa não tem fôlego financeiro.

A empreiteira tem uma dívida de R$ 2,5 bilhões. Dos R$ 7,7 bilhões que tem em contratos a receber, R$ 2,1 bilhões são com a Petrobras: R$ 1,2 bilhão de obras concluídas e não pagas e outros R$ 900 milhões a vencer. A empreiteira solicitou um empréstimo de R$ 800 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos seriam usados para começar a duplicação da rodovia.

Como não conseguiu garantias de bancos e sem dinheiro para tocar a obra, demitiu cerca de 400 trabalhadores e deixou de contratar outros 400 que já deveriam estar em treinamento para a empresa assumir formalmente a operação da rodovia no início de maio.

Com presidente preso, OAS acumula dívida de R$ 8 bilhões

Grupo OAS colocou nove de suas empresas em recuperação judicial no início deste mês. A empreiteira baiana acumula uma dívida de R$ 8 bilhões. A intenção é voltar a se concentrar nas atividades de construção pesada.

Serão colocadas à venda a participação da OAS na Invepar (24,44% do negócio), a fatia no Estaleiro Enseada (17,5%), a OAS Empreendimentos (80%), a OAS Soluções Ambientais (100%), a OAS Óleo e Gás (61%) e a OAS Defesa (100%).

Também serão negociados dois estádios: a Arena Fonte Nova (50%), de Salvador, e a Arena das Dunas (100%), em Natal. Todos ficaram de fora do pedido de recuperação.

Segundo a OAS, cujo presidente José Aldelmário Filho, está preso na superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde novembro do ano passado, ao mesmo tempo, clientes decidiram suspender pagamentos e novas contratações. Como consequência, agências de rating rebaixaram a nota da OAS, o que levou ao vencimento antecipado de suas dívidas

"Desde o início das investigações na Petrobras, as instituições financeiras têm sistematicamente restringido o acesso das empresas aos recursos necessários para a manutenção das obras", declarou o presidente da OAS INVESTIMENTOS, Fabio Yonamine.

Grupo Schahin quebrou em R$ 6,5 bilhões

A mais recente empresa a pedir recuperação judicial foi o Grupo Schahin, que atua nas áreas de petróleo e gás, engenharia, energia, imóveis, telecomunicações. 

A companhia anunciou nesta sexta-feira que pediu recuperação judicial para 28 empresas do grupo e deixará de operar em engenharia e construção para se focar na área de petróleo e gás.

A recuperação judicial envolve uma dívida de R$ 6,5 bilhões. Em nota ao mercado, a empresa disse que "lamenta" as demissões envolvidas na reestruturação, mas não informou quantas são. "A situação vivida decorre principalmente do fechamento dos mercados de crédito nacional e internacional, o que impossibilita o FINANCIAMENTO das atividades das empresas", informou a companhia em nota.

Senado: Comissão vota projeto que obriga hospitais e clínicas a exibir tabela de preços

Senado: Comissão vota projeto que obriga hospitais e clínicas a exibir tabela de preços
Foto: Instituto Emílio Ribas/Divulgação
Um projeto de lei do Senado (PLS 92/2014) que pode ser votado nessa quarta-feira (22) pela Comissão de Assuntos Sociais da Casa poderá facilitar a vida dos pacientes que não tem plano de saúde e buscam atendimento na rede privada. A proposta, apresentada pelo ex-senador Jaime Campos (DEM), propõe que os estabelecimentos de saúde exibam a tabela de preços dos serviços prestados. A relatora do texto, a senadora Ana Amélia (PP-RS), é favorável a aprovação da matéria. De acordo com informações da Agência Senado, o PLS ainda passa pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

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Relação de vagas oferecidas pelo SINEBAHIA disponíveis para segunda-feira dia 20 de abril de 2015. Cozinheiro • Formação: Ensino Fundamental Incompleto • 6 meses de experiência • 1 Vaga Cozinheiro (Residência) • Formação: Ensino Fundamental Incompleto • 6 meses de experiência • 1 Vaga Supervisor de Loja • Formação: Ensino Superior Completo • 6 meses de experiência • 2 Vagas Alinhador de direção • Formação: Ensino Médio Completo • 6 meses de experiência • 1 Vaga Mecânico de Autos • Formação: Ensino Fundamental Completo • 6 meses de experiência • 1 Vaga Caseiro • Formação: Ensino Fundamental Incompleto • 6 meses de experiência • 1 Vaga Monitoramento Eletrônico (Vaga Exclusiva para PCD) • Formação: Ensino Médio Completo • 1 Vaga Serviços Gerais (Vaga Exclusiva para PCD) • Formação: Ensino Fundamental Incompleto • 2 Vagas Vendedor • Formação: Ensino Médio Completo • (Experiência com venda de calçados) • 6 meses de experiência • 1 Vaga Interessados devem se dirigir a unidade do SineBahia no SAC sala 14, situada à Rua Eustáquio Bastos, 308 Centro Ilhéus. Imprescindível portar CTPS, RG, CPF Érico Fontes Coordenador do SineBahia Fone (73) 3634-9294 / 9288 / 9937-0904

sexta-feira, abril 17, 2015

Uruçuca: Rui Costa vai inaugurar unidade que integra policiais militares e civis

Uruçuca: Rui Costa vai inaugurar unidade que integra policiais militares e civis
Foto: Divulgação
O novo Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) no município de Uruçuca, na região do Litoral Sul baiano, será inaugurado no sábado (18) pelo governador do estado, Rui Costa, com a presença do secretário de Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa. A unidade, que custou R$ 3,2 milhões na construção e aquisição de equipamentos, deve integrar os trabalhos das polícias Militar e Civil com o objetivo de reforçar a segurança no município. As informações são do site Giro em Ipiaú. O Distrito reunirá as ações da 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) e do 5º Pelotão da 72ª Companhia Independente de Polícia Militar, que integra o Comando do Policiamento da Região Sul. Atualmente, a Polícia Militar do município conta com um efetivo de 16 policiais militares, um veículo e duas motocicletas. Já a Polícia civil dispõe de estrutura com um delegado, dois investigadores e um escrivão

MP denuncia 11 executivos por cartel em licitações da CPTM

MP denuncia 11 executivos por cartel em licitações da CPTM
Foto: Divulgação/CPTM
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça, por formação de cartel, 11 executivos de empresas do setor ferroviário e um funcionário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A denúncia envolve contratos firmados para o fornecimento de trens e materiais ferroviários na execução de três projetos da CPTM entre 2007 e 2008. De acordo o MP, as empresas dividiram entre si três contratos administrativos, combinando previamente as propostas apresentadas nos certames. Segundo informações da Agência Brasil, foram denunciados David Lopes e Wilson Daré, executivos da Temoinsa do Brasil Ltda.; César Ponce de Leon, Luiz Fernando Ferrari e Ruy Grieco, executivos da Alstom Transport S/A; José Manuel Uribe Regueiro, da CAF Brasil – Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles S/A; Carlos Levy, executivo da Bombardier Transportation Brasil Ltda/ DaimlerChryler Rail Systems (Brasil) Ltda.; Mauricio Memoria; Manuel Carlos do Rio Filho e Telmo Giolito Porto, da Tejofran – Empresa Tejofran de Saneamento e Serviços Ltda; Massimo Giavina-Bianchi, da T’Trans – Trans Sistemas de Transportes S/A; e Reynaldo Rangel Dinamarco, quer era presidente da Comissão de Licitações da CPTM. A acusação é resultado de investigação criminal com base em documentos encaminhados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da análise das licitações, que demonstraram práticas anticoncorrenciais nas licitações. Todas as empresas e a CPTM, pela Agência Brasil foram procuradas, mas apenas a Tejofran respondeu e informou em nota que não foi notificada da denúncia e que participou de consórcios conforme permitido pela legislação. “A empresa obedeceu exatamente às disposições do edital e fez todos os serviços previstos em contrato, com preços competitivos. Esclarece ainda que se trata da mesma matéria que tramita no Cade, para a qual a empresa já apresentou defesa, ainda não julgada. E, conforme sua postura de seguir os mais rigorosos padrões éticos, se coloca à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários".

O que explica a presença de Moro nos TTs do Twitter

 

O juiz Sergio Moro, que se tornou uma personalidade nacional com a Operação Lava Jato, sofreu sua primeira derrota diante da opinião pública na tarde de ontem; reportagem do site da revista Exame apontou que a hashtag #ExplicaMoroPorqueSoPT foi o tema mais comentado do dia; fenômeno evidencia que, para boa parte da sociedade, o juiz paranaense cumpre uma agenda política, que protege o PSDB e visa destruir o PT; assim como o tesoureiro João Vaccari foi citado por delatores, o mesmo ocorreu com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), mencionado pelo doleiro Alberto Youssef como dono de uma diretoria em Furnas que pagava propinas mensais de US$ 120 mil a políticos; Moro descobriu esquemas de Youssef na Petrobras, mas também na estatal mineira Cemig; nos dois casos, enxergou suspeitas, mas só no primeiro decidiu investigar; acusação de parcialidade já revela que o juiz está longe de ser unanimidade nacional

Paraná 247 - O juiz Sergio Moro, que conduz a Operação Lava Jato, sofreu ontem sua primeira derrota diante da opinião pública. Segundo reportagem do portal da revista Exame, a hashtag #ExplicaMoroPorqueSoPT chegou ao primeiro lugar dos assuntos mais comentados do dia no Brasil.

Como uma das imagens da Justiça é a cegueira ao mundo exterior, para garantir sua imparcialidade, o carimbo de um juiz que cumpre uma agenda política não contribui para a imagem de herói nacional, construída por alguns meios de comunicação – em especial a Globo, que deu a ele o prêmio de Brasil que "faz diferença".

Ontem, o jornalista Renato Rovai, que edita a revista Fórum, publicou um texto que se encaixa nesse contexto. "Livre de qualquer investigação, Aécio comemorou a prisão de Vaccari e começou a articular o impeachment de Dilma. E junto dele, com a mesma cara de pau, estava o presidente do DEM, Agripino Maia, acusado de receber R$ 1 milhão em propina", disse ele no artigo 'Vaccari e Aécio: dois citados na Lava Jato. Um é preso. O outro pede impeachment'.

As citação a Aécio não são menos graves do que as que atingem Vaccari. Segundo a Polícia Federal, o tesoureiro do PT foi preso porque, além das delações, foram encontrados "depósitos picados" de R$ 300 mil nas contas de seus familiares ao longo dos últimos anos.

Aécio foi citado pelo protagonista do enredo, o doleiro Alberto Youssef, como 'dono' de uma diretoria em Furnas, a de Dimas Toledo, que pagava um mensalão de US$ 120 mil a políticos durante o governo FHC (assista aqui o vídeo e leia reportagem do Tijolaço a respeito).

Ao se focar apenas no PT, cumprindo uma agenda que parece ter como objetivo a própria extinção do partido, como defende o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), Moro cria, nas palavras do jornalista Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo, a sensação de uma "justiça injusta".

"Ele jamais deu à Lava Jato uma coloração apartidária, assim como Joaquim Barbosa e o STF, um pouco atrás, para o Mensalão. Mais uma vez, fica a sensação que o principal alvo não é exatamente a corrupção, mas o PT e o governo Dilma. E disso resulta a percepção, entre tantos brasileiros, de uma justiça injusta, simbolizada há algum tempo em JB e agora em Moro", afirma Nogueira (leia mais aqui).

No início da Operação Lava Jato, Moro também flagrou operações de Youssef na Cemig. Mas afirmou que não iria investigar o caso porque não tinha conexão com a Petrobras – que também não era o foco inicial das investigações de Moro. No caso, a Investminas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor, teria pago uma propina de R$ 4,6 milhões à MO Consultoria, do doleiro Alberto Youssef, para vender alguns ativos à Light, empresa do Rio de Janeiro, controlada pela Cemig, estatal que é a joia da coroa mineira. Moro não tomou nenhuma providência relacionada ao caso – ao menos, até agora – porque, segundo ele próprio disse, não estaria relacionado aos desvios na Petrobras. Eis o que escreveu Moro:

A Investminas Participações S/A confirmou, em petição de 21/10/2014 (evento 18) pagamento de 4.600.000,00 (R$ 4.317.100,00 líquidos) à MO Consultoria. Alegou que remunerou conta indicada por Alberto Youssef em decorrência de intermediação e serviços especializados deste na venda de suas ações na Guanhães Energia S/A para a Light Energia S/A, com intervenção a CEMIG Geração e Transmissão S/A. Juntou como prova os contratos e notas fiscais pertinentes, todos com suspeita de terem sido produzidos fraudulentamente. Alegou que Alberto Youssef seria 'empresário que, à época, detinha conhecimento do setor elétrico e reconhecida expertise na área de assessoria comercial'. Aparentemente, trata-se de negócio que, embora suspeito, não estaria relacionado aos desvios na Petrobras.

Leia, abaixo, a reportagem da Exame sobre a presença de Moro no topo dos TTs do Twitter:

Da exame:

Um dia após a prisão de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT até o fim da tarde de ontem, militantes do partido fazem tuitaço contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, que investiga o escândalo de corrupção na Petrobras.

A hashtag do ato #ExplicaMoroPorqueSoPT é a primeira na lista dos trending topics do Twitter na tarde desta quinta-feira. Os manifestantes questionam a imparcialidade da Justiça e reinvindicam a investigação de casos de corrupção que envolvem o PSDB.

Na decisão que ordenou a prisão de Vaccari, Moro refutou a ideia de que a responsabilidade pelo escândalo seja exclusiva do PT. “Não se trata aqui de prisão contra a agremiação partidária à qual ele (Vaccari) pertence. A corrupção não tem cores partidárias. Não é monopólio de agremiações políticas ou de governos específicos”, escreveu na decisão.

Aos 42 anos, Moro é um dos principais especialistas em lavagem de dinheiro no país. Discreto, tende a não revelar muitos detalhes da sua vida pessoal. A esposa dele seria assessora jurídica de Flávio José Arns (PSDB), vice-governador do estado do Paraná, de acordo com informações do blog Conversa Afiada.

Professor de Direito Processual Penal Universidade Federal do Paraná, Moro concluiu o Program of Instruction for Lawyers da Universidade de Harvard e é doutor em Direito pela UFPR.

Em reação ao protesto favorável ao Partido dos Trabalhadores, internautas contrários ao governo tuítam com a hashtag #SomosTodosMoro, que não aparece na lista dos trending topics da rede de microblogs.

quinta-feira, abril 16, 2015

Vagas disponíveis no SineBahia-Ilhéus em 17/04/2015‏

Relação de vagas oferecidas pelo SINEBAHIA disponíveis para sexta-feira dia 17 de abril de 2015.


Cozinheiro
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Cozinheiro (Residência)
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Supervisor de Loja
·         Formação: Ensino Superior Completo
·         6 meses de experiência
·         2 Vagas

Alinhador de direção
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Mecânico de Autos
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Contador
·         Formação: Ensino Superior Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Caseiro
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Assistente Administrativo
·         Formação: Ensino Superior Incompleto
·         (Administração, Contábeis ou Economia)
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Monitoramento Eletrônico
(Vaga Exclusiva para PCD)
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         1 Vaga

Serviços Gerais
(Vaga Exclusiva para PCD)
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         2 Vagas
Vendedor de Produtos Financeiros
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Vendedor
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         (Experiência com venda de calçados)
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Interessados devem se dirigir a unidade do SineBahia no SAC sala 14, situada à Rua Eustáquio Bastos, 308 Centro Ilhéus.
Imprescindível portar CTPS, RG, CPF


Érico Fontes
Coordenador do SineBahia
Fone (73) 3634-9294 / 9288 / 9937-0904

Diretório do PT de Ilhéus realizará Plenária Preparatória para o V Congresso Nacional‏

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Ilhéus estará realizando no próximo dia 21, das 8 às 13 horas, no Centro de Convenções, a Plenária Preparatória para o V Congresso Nacional do PT. O evento vai contar com a presença do secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, além de várias outras lideranças políticas do partido.

De acordo com a presidente do diretório do PT em Ilhéus, Professora Carmelita, a plenária será dividida em três mesas redondas. A primeira será com o reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Naomar Almeida, que vai abordar o tema “O mundo: Situação Política Internacional e Brasil: Mudanças e perspectivas da esquerda”, destacando os 12 anos de mudanças sociais, políticas e econômicas, as reformas democráticas e populares e a economia política pós-neoliberal.

A segunda mesa redonda terá como palestrante o secretário nacional de Educação Continuada e Diversidade do MEC, Paulo Gabriel Nacif, que vai falar sobre o  desenvolvimento e sustentabilidade, o avanço nas conquistas pela igualdade e liberdade, sobretudo para a juventude, mulheres, negros, povos indígenas e LGBT e a construção do bloco histórico das forças democráticas e populares.

Ainda segundo a presidente do PT, Professora Carmelita, a terceira mesa redonda será com o presidente do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, Everaldo Anunciação, que vai falar sobre a atualização da concepção partidária, fazendo uma síntese do programa partidário para o próximo período histórico e a proposta do PT de revolucionar a cultura política.


Sob pressão, Cunha decide adiar votação do projeto que amplia terceirização

Sob pressão, Cunha decide adiar votação do projeto que amplia terceirização
Foto: Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou a votação do projeto de lei que regulamenta as terceirizações, após fechar acordo em reunião com líderes partidários nesta quarta-feira (15). Com a medida, a PL 4.330 retornará à pauta da Câmara na próxima quarta (22). Segundo Cunha, o acordo prevê que os partidos se posicionem contra requerimentos de retirada de pauta e não obstruam outra matéria que possa trancar os trabalhos da Casa nesse intervalo. Na última semana, os deputados aprovaram o texto-base do projeto que permite a terceirização em qualquer atividade das empresas privadas. Esse e outros pontos ainda serão objeto de novas votações por meio de emendas. O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que dois terços dos líderes pediram o adiamento da votação. Nesta quarta, um movimento convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em protesto ao projeto paralisou atividades de vários setores trabalhistas em várias cidades do país. De acordo com Guimarães, até a votação, o PT vai reunir deputados, representantes do governo, empresários e movimento sindical para tentar um acordo a cerca do projeto. Informações Bahia Notícias.

PML: APÓS VARGAS, JANGO E LULA, É A VEZ DE DILMA



"O PL 4330 é um ataque direto à CLT, a legislação que permitiu ao trabalhador brasileiro emancipar-se das principais heranças do mundo liberal-policial da República Velha, que vigorou após a abolição da escravatura", critica Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; ele resgata o papel de Getúlio Vargas, que "usou a força da ditadura do Estado Novo para assegurar garantias aos assalariados e definir obrigações às empresas"; de João Goulart, o primeiro ministro do Trabalho comprometido com a CLT; e de Lula, cuja ascensão à presidência "seria impensável se os trabalhadores brasileiros não tivessem a garantia elementar de cidadania propiciada pela carteira de trabalho"; jornalista destaca os problemas da terceirização - que passam pela menor segurança do trabalhador e o enfraquecimento dos sindicados - e faz novo apelo para que a presidente Dilma vete o projeto

Por Paulo Moreira Leite

A presença de Luiz Inácio Lula da Silva na mobilização contra o PL 4330 só vem demonstrar a necessidade de um debate essencial para o futuro do Brasil. Lula disse que a derrota do projeto é um "ponto de honra" dos trabalhadores.

O caráter impopular do projeto se confirma pelo crescimento dos protestos nos últimos dias. O movimento na base da sociedade se ampliou e levou a UGT, terceira maior central do país, construída no setor de serviços – onde o inferno da terceirização se faz sentir com toda intensidade — a abandonar o bloco favorável ao PL 4330 e exibir suas faixas nos protestos de rua, ontem.

O rolo compressor comandado por Eduardo Cunha na Câmara de Deputados, que pretendia garantir a votação de qualquer maneira, inclusive atropelando o regimento — como demonstrou uma questão de ordem colocada pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ) há uma semana — foi desativado ao menos provisoriamente. Numa votação significativa, o plenário definiu, de saída, que o projeto 4330 não se aplicará aos trabalhadores de empresas estatais. A votação dos destaques, marcada para ontem, foi adiada por uma semana, pelo receio de derrotas importantes. Até lá a iniciativa se encontra com os adversários da terceirização.

A mobilização dos próximos dias irá definir o destino do projeto, que ainda precisa ser votado pelo Senado e depois chegará à mesa de Dilma Rousseff para sanção ou veto.

(No dia 9 de abril, horas depois da primeira votação na Câmara, você podia ler, aqui neste espaço, um artigo com o título "Veta, Dilma.")

Lula defendeu ontem engajamento de Dilma Rousseff na luta contra a terceirização e está correto. Vagner Freitas, presidente da CUT, lembrou que "Eduardo Cunha não manda no Brasil." Também está correto.
O PL 4330 é um ataque direto à CLT, a legislação que permitiu ao trabalhador brasileiro emancipar-se das principais heranças do mundo liberal-policial da República Velha, que vigorou após a abolição da escravatura — quando os trabalhadores saíram do cativeiro para o mercado de trabalho, sendo obrigados a sujeitar-se a todo tipo de exploração, fazendo direito apenas ao porrete, à prisão e à expulsão do país — muitas lideranças eram estrangeiras — quando ousavam revoltar-se.

A CLT é uma conquista tão essencial, um divisor de águas tão profundo, que pensadores como Wanderley Guilherme dos Santos já disseram que a luta por sua revogação é o único ponto programático que uniu a elite brasileira de forma permanente nos últimos 70 anos.
Getúlio Vargas usou a força da ditadura do Estado Novo para assegurar garantias aos assalariados e definir obrigações às empresas que eram reclamadas há muito tempo — e nunca foi perdoado por causa disso, num ódio que em 1954 lhe custou a vida. João Goulart, o primeiro ministro do Trabalho comprometido com a CLT, inclusive para reajustar o salário mínimo de acordo com a inflação, o que seus antecessores se recusaram a fazer, foi um presidente que enfrentou uma tentativa de golpe antes de ser empossado, em 1961; acabou derrubado pelos militares em 1964; e foi perseguido até o fim de sua vida: a ditadura só permitiu que retornasse ao país quando estava morto. A ascensão de um líder operário à presidência da Republica, em 2003, seria impensável se os trabalhadores brasileiros não tivessem a garantia elementar de cidadania propiciada pela carteira de trabalho, documento capaz de retirar a pessoa comum de várias situações de aperto, inclusive quando é incomodada na rua numa batida policial. Treze anos depois da chegada de Lula ao Planalto, o país inteiro assiste ao programa cruel e seletivo de ataque e perseguição ao PT e seu governo, sem paralelo na história de nossa democracia.

A hipocrisia ideológica de nossa época colocou em circulação a visão de que toda garantia oferecida pelo Estado — inclusive a legislação trabalhista — não passa de uma forma de tutela contra as liberdades e direitos de cada cidadão. Nos Estados Unidos, esse conservadorismo mais extremo, na escola Tea Party, a ala mais à direita do partido republicano, condena todo subsídio a saúde publica como uma etapa capaz de levar a construção de um regime socialista. No Brasil, diz-se que a CLT uma ameaça a iniciativa individual, ao empreendedorismo e ao espírito competitivo — valores tão em moda entre consultores, executivos e jovens empresários.

São fantasias, na verdade. Estamos falando de distribuição de renda e bem-estar social, reivindicações mais do que necessárias num país como o nosso. O debate sobre a terceirização chegou ao país há mais de duas décadas, junto com a privatização de grandes empresas estatais. Em nome do combate ao chamado "Custo Brasil," o argumento era que o Brasil precisava enfrentar o "custo do trabalho", eufemismo que confirma que nenhum advogado da terceirização está preocupado em melhorar o destino dos 12 milhões de brasileiros que sobrevivem nesta situação — apenas pretende oferecer trabalhadores mais baratos. Estamos falando, como ensina um estudo do DIEESE de 1993 (" Os trabalhadores frente a terceirização") de problemas como:
–diminuição de salários;
–redução de benefícios sociais;
— diminuição da força de trabalho;
— jornadas mais extensas;
–piora das condições de saúde e segurança;
— desorganização da representação sindical.

É uma realidade tão crua que foi preciso aguardar por um Congresso eleito a peso de ouro pelos empresários para que o 4330 pudesse dar sinal de vida depois de hibernar por dez anos, em função do receio de confrontar a reação da maioria da população. Quando subiu à tribuna da Câmara para declarar seu voto contra o 4330, a deputada Erika Kokay (PT-DF) fez um discurso que equivalia a um chamado à dignidade e à honestidade dos presentes: "Vamos tirar as máscaras," disse. "Alguém acha que estamos defendendo o terceirizado?," perguntou.

Em 2010, um estudo do DIEESE ("Terceirização e morte no trabalho: um olhar sobre o setor elétrico brasileiro") mostrou a diferença entre terceirizados — mesmo com carteira de trabalho — e funcionários do quadro próprio nas empresas do setor elétrico. Um dado importante mostra que, uma vez instalada, a terceirização tende, por motivos óbvios, devorar vagas tradicionais. Em apenas um ano, a porcentagem de terceirizados saltou de 34,8% para 52,6%, fazendo com que se tornassem a maioria dos assalaridos do setor. Isso aconteceu por uma elevação nas vagas de terceiros e uma redução em 7,9% das vagas dos demais. A mudança ocorreu após as privatizações. Sintomático, não?

Um ponto essencial diz respeito à segurança dos trabalhadores, numa área conhecida pelos riscos e acidentes fatais. É escandaloso. Conforme a Fundação Coge, entidade que estuda métodos de gestão no setor elétrico, os números que envolvem acidentes com trabalhadores terceirizados são piores do "os da época em que a prevenção de acidentes no Brasil ainda era incipiente," isto é, trinta anos atrás. Os números da Fundação permitem associar — matematicamente — a terceirização com mais mortes e acidentes. Entre 1994, quando os trabalhadores contratados diretamente pelas empresas eram maioria, em 2006, quando terceiros já eram um número maior, os acidentes fatais, envolvendo todo tipo de funcionário, cresceram 70%. Mas apenas 2 em 10 eram contratados pela empresa. Os outros, terceiros. Como regra, conclui-se que em média os riscos sofridos pelos terceiros superaram em três vezes aqueles sofridos pelos contratados. Num caso, a taxa era de 47,5 por 100 000. No outro, 14,8 por 100 000. Comparando as diversas regiões do país, apurou-se em uma delas uma taxa de mortalidade, desfavorável aos terceiros, até 11,23 vezes superior à dos trabalhadores do quadro próprio.

Outro aspecto do 4330 é enfraquecer os sindicatos, entidades que poderiam servir de instrumento para enfrentar as perdas que a nova legislação pretende criar. Estamos falando do serviço completo, vamos combinar: equivale a espalhar uma epidemia e em seguida esconder o remédio que poderia ajudar na cura.

Quem pensa que o enfraquecimento dos sindicatos não foi uma medida essencial para a elevação da desigualdade e a concentração de renda ocorrida no mundo inteiro, nas últimas décadas, precisa ler um documento insuspeito do Fundo Monetário Internacional — isso mesmo, o velho FMI, publicado o mês passado. Ali se reconhece que o crescimento da desigualdade observado nos países centrais entre 1980 e 2010 tem como uma de suas causas principais a redução da "influência dos assalariados sobre as decisões das empresas," num período marcado pela "baixa taxa de sindicalização e o aumento "dos rendimentos mais elevados" (Le Monde Diplomatique, abril de 2015).

Nós sabemos, desde a emergência dos regimes totalitários da década de 1930, qual o efeito político do enfraquecimento dos sindicatos, que ajudam a definir interesses de classes, promovendo o debate e os conflitos que dão vigor às democracias.

Alguma dúvida sobre o 4330?
Veta, Dilma.

quarta-feira, abril 15, 2015

Vagas disponíveis no SineBahia-Ilhéus em 16/04/2015‏

Relação de vagas oferecidas pelo SINEBAHIA disponíveis para quinta-feira dia 16 de abril de 2015.


Cozinheiro
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Cozinheiro
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Cozinheiro (Residência)
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Supervisor de Loja
·         Formação: Ensino Superior Completo
·         6 meses de experiência
·         2 Vagas

Alinhador de direção
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Mecânico de Autos
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Auxiliar de Câmara de Frios
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Líder de Câmara de Frios
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Contador
·         Formação: Ensino Superior Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Caseiro
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Assistente Administrativo
·         Formação: Ensino Superior Incompleto
·         (Administração, Contábeis ou Economia)
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Auxiliar Administrativo
·         Formação: Ensino Superior Incompleto
·         (Administração de Empresas)
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Auxiliar de Escritório
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         (Domínio no Pacote Office)
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Coordenador de Eventos
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Empregada Doméstica
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         6 meses de experiência
·         1 Vaga

Monitoramento Eletrônico
(Vaga Exclusiva para PCD)
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         1 Vaga

Serviços Gerais
(Vaga Exclusiva para PCD)
·         Formação: Ensino Fundamental Incompleto
·         2 Vagas

Interessados devem se dirigir a unidade do SineBahia no SAC sala 14, situada à Rua Eustáquio Bastos, 308 Centro Ilhéus.
Imprescindível portar CTPS, RG, CPF


Érico Fontes
Coordenador do SineBahia
Fone (73) 3634-9294 / 9288 / 9937-0904