segunda-feira, outubro 20, 2014

Dilma acertou o tom

record
Vou ser bem direto e pouquíssimo passional na análise do debate encerrado há pouco na Record.
Não mexe em nada com mais de 80% dos eleitores que, a esta altura, têm seu voto decidido para o próximo domingo.
A esta altura, exceto por revelações bombásticas, o clima é mais importante que os argumentos.
Como nada do que foi dito na Record foi bombástico, também não são bombásticos os efeitos do debate.
O que não quer dizer que são ou serão pequenos.
Dilma se moderou nas citações numéricas e estatísticas e produziu, denovo, fatos concretos.
Sobretudo na questão da segurança, como já postei aqui, ainda durante o debate.
Os argumentos de Aécio se desmontam com os números e é provável que a própria mídia os tenha de repercurtir.
Mas, insisto, isso não é o essencial.
O essencial é que as pessoas possam se sentir seguras com Dilma, e sentir-lhe a segurança.
A eleição está dividida e como em toda a situação dividida, a confiança que se percebe e se transmite é decisiva.
Aécio pareceu-me bem menos seguro e a muitos deve ter dado também esta sensação.
Claro que não aos áulicos, mas os áulicos servem para bater palmas no estúdio, não mais que isso.
O fato é que a insegurança mudou de lado, em duas semanas.
Depois do desempenho  ”surpreendente” de Aécio no primeiro turno (embora muitos já estivéssemos afirmando muito antes que ele e não Marina iria ao segundo turno)  e do apoio que o tucano recebeu de praticamente todas as candidaturas, exceto a de Luciana Genro, a pergunta já não é mais se Dilma terá condições de resistir-lhe.
Mas se ele terá condições de ultrapassá-la.
Porque, mais que o resultado que se publica, a gente percebe no comportamento dos candidatos quando ele sabe está atrás ou à frentenas intenções de voto, porque tem dados muito mais precisos e confiáveis do que nós.
Aécio já não era o “desafiador”.
Mas o desafiante.
E nisso, ele foi xoxo.
Não poderia, como ocorreu, ter recebido “explicações” da candidata sobre o que significavam as coisas sobre as quais falava, como os bancos públicos, por exemplo.
Nada pior do que se mostrar despreparado. O que, apesar da oratória limitada, Dilma não se mostra.
Ele, muito mais do que ela, precisaria ter exibido solidez, porque depende de um “clima”.
E não exibiu justamente  porque tem pouca solidez.
O debate do SBT, como o da Band,  teve o tom certo para mobilizar apoiadores.
Aécio vinha de seu momento e, pelo visto, não conseguiu capitalizar o favoritismo com que emergiu das urnas do primeiro turno, quando poderia ter abatido a estabilidade que, há meses, a candidatura Dilma apresentava, justamente por ter esta solidez.
Seria uma nova “onda” e a “onda” foi quebrada com o confronto.
Já o  da Record mirou os eleitores, não para os militantes.
E, para eles, Dilma acertou o tom.
Recuperou a segurança, a firmeza, a imagem tranquila.
A de favorita.
Texto do Tijolaço.

Dilma lidera pesquisa em pesquisa divulgada hoje.



Pesquisa encomendada pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) aponta a presidente com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% do candidato do PSDB; em votos gerais, contando brancos e nulos, a vantagem é a mesma para Dilma Rousseff, que tem 45,5% ante 44,5% de Aécio Neves; mostras da semana passada apontavam empate técnico, mas com Aécio numericamente à frente; primeira pesquisa do segundo turno do instituto MDA foi realizada sábado e domingo, portanto antes do terceiro debate presidencial, exibido ontem à noite pela TV Record; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais; Ibovespa acentua queda após divulgação da pesquisa

Pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã desta segunda-feira 20 confirma o empate técnico apontado nas mostras Datafolha e Ibope da semana passada, mas com a presidente Dilma Rousseff (PT) numericamente à frente de Aécio Neves (PSDB).

A candidata à reeleição registrou 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% do candidato tucano. Esta foi a primeira pesquisa do instituto MDA no segundo turno, portanto não há cenário de comparação com levantamentos anteriores.

Contabilizando os votos gerais, com brancos e nulos, a vantagem da petista é mesma: 45,5% das intenções de voto a Dilma, ante 44,5% a Aécio Neves. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

O instituto MDA realizou 2.002 entrevistas em 137 municípios de 25 estados no sábado 18 e no domingo 19, portanto antes do terceiro debate presidencial, exibido pela TV Record na noite deste domingo.

As pesquisas Datafolha e Ibope divulgadas na semana passada apontaram resultados idênticos entre elas, com empate técnico entre Aécio (51%) e Dilma (49%), mas com Aécio dois pontos à frente. O Datafolha divulga um novo levantamento nesta segunda-feira 20, às 18h no site da Folha de S. Paulo.

O Ibovespa acentuou a queda após a divulgação da pesquisa mostrando Dilma um ponto à frente. Leia abaixo reportagem do portal Infomoney.

Bolsa acelera queda após pesquisa com Dilma à frente

Por Ricardo Bomfim

São Paulo - Com divulgação da pesquisa CNT/MDA, mostrando a candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, numericamente à frente, o Ibovespa acelerou as perdas no pregão desta segunda-feira (20).

Investidores embolsam os lucros obtidos com a alta da sexta-feira. No momento da divulgação, o índice caiu 0,6% em cinco minutos. Às 11h25 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 1,86% a 54.689 pontos, seguindo a tendência das bolsas europeias, que também começaram o pregão desta segunda-feira (20) em baixa.

Pesquisa CNT/MDA sobre intenção de voto para os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) foi divulgada às 11h (horário de Brasília). A candidata petista apareceu com 50,5% das intenções de voto contra 49,5% de Aécio entre votos válidos. Os dois candidatos ainda estão em empate técnico por conta da margem de erro.

Datafolha também deve sair hoje às 18h no site da Folha de S. Paulo, e mais tarde no Jornal Nacional. Ainda pode ser divulgada a pesquisa Vox Populi. Todas essas pesquisas estão no radar dos investidores e devem ditar os rumos do mercado durante a semana.

Ainda no cenário eleitoral, a repercussão do debate entre os dois candidatos à Presidência na TV Record deve ter efeitos limitados na Bolsa. Considerado mais ameno que o debate do SBT, neste último, Aécio e Dilma focaram mais em propostas por medo de uma alta da rejeição a eles por conta da agressividade mostrada nos últimos dias.

O tema mais importante do fim de semana foi a admissão pela presidente Dilma, no sábado, de que houve sim desvios na Petrobras e que ela fará o possível para ressarcir os prejuízos. Foi a primeira vez que a presidente admitiu a veracidade das informações contidas na delação premiada do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.

No noticiário econômico, destaque para o Focus, que voltou a revisar a expectativa do crescimento do PIB para baixo. A expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) em 2014 diminuiu para 0,27%, ante 0,28% da semana anterior. Para 2015, os economistas mantiveram a projeção do PIB para 1%.

Em relação à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2014, os economistas mantiveram a projeção em 6,45%, e continuou abaixo do teto da meta, enquanto para o próximo ano a projeção também se manteve em 6,30%.

Destaques As ações da Petrobras ON e PN (PETR3; PETR4) caíam 3,69% a R$ 17,81 e 3,40% a R$ 18,75, respectivamente. Bastante sujeitas ao chamado "rali eleitoral" os papéis da empresa são influenciados pelos resultados das pesquisas de hoje. Além disso, as ações ainda refletem as notícias recentes sobre o fim da defasagem entre os preços da gasolina internamente e os práticos lá fora com a queda dos preços do petróleo. Surgiram

O principal destaque negativo fica com as ações OI PN (OIBR4), que registram desvalorização de 7,20% e são cotadas a R$ 1,16. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -67,69%.

Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis Ecorodovias ON (ECOR3), que são cotados a R$ 12,00 e apresentam alta de 1,44%. Do 247.

sexta-feira, outubro 17, 2014

HOLOFOTE SOBRE PSDB COMPLICA USO POLÍTICO NA PETROBRAS



Quem também pediu propinas ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi ninguém menos que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra; ontem, já havia surgido também a acusação de que o senador eleito Fernando Bezerra Coelho, do PSB, havia levantado R$ 20 milhões para a reeleição de Eduardo Campos, em 2010; com as revelações, o esquema de Costa se torna menos petista e mais ecumênico, atingindo todas as forças políticas, inclusive da oposição, o que dificulta a exploração política do caso, às vésperas do segundo turno

A manchete da Folha de S. Paulo desta sexta-feira traz um complicador para a estratégica política do PSDB, de usar o esquema comandado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, como arma contra o PT, às vésperas do segundo turno. Costa também disse ter pago propinas a ninguém menos que Sergio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB. Ontem, numa outra revelação, surgiu a história de que o senador Fernando Bezerra Coelho, do PSB, também levantou R$ 20 milhões para a reeleição de Eduardo Campos, em 2010. Assim, o esquema denunciado na Operação Lava-Jato se torna mais ecumênico e suprapartidário – e não apenas petista.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre Guerra:

(Reuters) - O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse em um depoimento ao Ministério Público Federal que repassou propina para o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para ajudar a esvaziar uma CPI criada para investigar a estatal em 2009, segundo notícia publicada no site do jornal Folha de S.Paulo.

Guerra, que morreu em março deste ano, era senador por Pernambuco e presidente do partido na época, além de integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Segundo a Folha, quatro pessoas envolvidas na investigação da Operação Lava Jato confirmaram que o líder do PSDB foi citado em um dos depoimentos de Costa, depois que ele decidiu colaborar com as autoridades.

Ainda de acordo com a reportagem do jornal, Costa disse que empresas que prestavam serviços à Petrobras queriam encerrar as investigações da CPI. Embora a oposição fosse minoritária na CPI, as empreiteiras temiam prejuízos com a repercussão na imprensa das investigações.

O PSDB divulgou nota afirmando que defende que todas as denúncias de Costa sejam investigadas.
Segundo a Folha, Francisco, filho de Guerra, disse não ter nada a dizer sobre a acusação, acrescentando que preserva o legado do pai "com muita honra".

(Por Alexandre Caverni)

quinta-feira, outubro 16, 2014

Vereador Cosme Araújo apresenta proposições que beneficiam Rua Santarém e Travessa da Saboaria, na Princesa Isabel


O vereador Cosme Araújo (PDT), apresentou proposição nº 456/2014 solicitando providencias do poder público municipal, na recuperação da Rua Santarém, diante do descaso e a falta de manutenção de serviços de infraestrutura em toda a extensão do logradouro. A Rua continua intransitável, causando transtorno para os moradores e transeuntes, principalmente no trafego de veículos.


Já proposição nº 457/2014 reivindica urgentemente que a prefeitura de Ilhéus cumpra com suas atribuições na travessa da Saboaria, na Princesa Isabel. A travessa está totalmente abandonada, suja e acumulando lixo e entulho. “Os moradores não sabem a quem apelar, já que o logradouro não passa de um corredor de sujeira, pois o carro de lixo não passa e muito menos acontecem os serviços de rolagem e varrição”, assinala Araújo.

quarta-feira, outubro 15, 2014

HÁ VAGAS DE EMPREGO AQUI!

Relação de vagas oferecidas pelo SINEBAHIA disponíveis para quinta-feira dia 16 de outubro de 2014. 

Agente de Reservas
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Ajudante de Cozinha
·         Formação: Ensino Médio Incompleto
·         6 meses de experiência
·         3 vaga

Recepcionista de Hotel
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         4 vagas

Recepcionista Bilingue
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Camareira de Hotel
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Cozinheiro de Restaurante
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Monitor de Esporte e Lazer
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         3 vagas

Garçom
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         14 vagas

Auxiliar de Pessoal
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Auxiliar de Barman
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         2 meses de experiência
·         03 vagas

Serviços Gerais
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         11 vaga

Vendedor Pracista
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         3 meses de experiência
·         5 vagas

Cabeleireiro
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         3 vagas

Cozinheiro de Restaurante
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         6 meses de experiência
·         3 vagas

Representante Comercial
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         3 meses de experiência
·         5 vagas

Auxiliar Administrativo
(Vaga Exclusiva para PCD)
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         1 vaga

Operador de Caixa
(Vaga Exclusiva para PCD)
·         Formação: Ensino Fundamental Completo
·         1 vaga

Vendedor no Comércio de Mercadorias
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         8 vagas

Secretário- Executivo
·         Formação: Ensino Superior Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Auxiliar de Faturamento
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Auxiliar de Laboratório de Análises Clínicas
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         6 meses de experiência
·         1 vaga

Embalador
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         3 meses de experiência
·         1 vaga

Repositor
·         Formação: Ensino Médio Completo
·         3 meses de experiência
·         1 vaga

Interessados devem se dirigir a unidade do SineBahia no SAC sala 14, situada à Rua Eustáquio Bastos, 308 Centro Ilhéus.

Imprescindível portar CTPS, RG, CPF

Sessão na Câmara de Ilhéus, ao vivo

terça-feira, outubro 14, 2014

Um filhinho de papai na presidência?

Por Camilo Árabe, no blog O Cafezinho:



Caros amigos e colegas, eu fui checar a notícia publicada esses dias na Carta Maior (leiaaqui).

Seguindo a rota da matéria mencionada, estive relendo a biografia do Aécio Neves, usando como referência algumas fontes “oficiais” do candidato, tais como:



O vídeo encontrado em http://aecioneves.com.br/ e disponibilizado em A trajetória política de Aécio Neves relata que Aécio “…com 21 anos, aceita o convite do avô, Tancredo Neves, para acompanhá-lo na campanha ao governo de Minas…”. O mesmo texto é encontrado nofacebook de Aécio ( veja aqui): “Economista e político brasileiro, Aécio Neves começou suavida pública em 1983, como secretário particular do então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves”. E, ainda, texto semelhante é encontrado no seguinte link:http://aecioneves.com.br/biografia.html (acessado em 12/10/14).

Interessante é que tanto o vídeo quanto o texto do 
facebook e da página biográfica do próprio Aécio Neves omitem que, antes de “aceitar o convite” de Tancredo em 1983, já em 1977 (então com apenas 17 anos), Aécio Neves assumiu o cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara dos Deputados, sendo que os registros indicam que teria ficado nesse cargo no período de 1977-1981 (veja você mesmoaqui).

Não há em [1] ou [2] qualquer menção ao fato de que seu pai, Aécio Ferreira da Cunha, era Deputado Federal (1975-1979; 1979-1983) no mesmo período em que os registros indicam Aécio Neves como “secretário de gabinete” (saiba mais aqui). Essa atividade de secretaria, eu imagino que deveria ser realizada na cidade de Brasília.

Mais “estranho” do que essa omissão, é que a reportagem da revista Época diz que dos 11 aos 22 anos Aécio Neves viveu no Rio de Janeiro:

“Aécio foi um autêntico menino do Rio. Ele se mudou para a cidade aos 11 anos de idade, para acompanhar os pais, o deputado federal Aécio Cunha, e a mãe, Maria Inês, filha mais velha de Tancredo Neves. Na adolescência, foi surfista. Estudou em colégios da elite carioca e depois entrou no curso de Engenharia da PUC do Rio, no qual ficou três anos. Aos 22 anos, ele voltou para Belo Horizonte para se formar em Economia pela PUC mineira…”(Confira com seus próprios olhos aqui).

Informação similar sobre o período de vida de Aécio Neves no Rio de Janeiro pode ser obtida também neste link: http://oglobo.globo.com/brasil/dilma-marina-aecio-eles-tambem-ja-foram-tao-jovens-14141494 (acesso em 12/10/14).

Note-se que as reportagens de Época e de O Globo não fazem qualquer menção à ida de Aécio a Brasília no período de 1977-1981.

Além disso, considerando que Aécio Neves tivesse estado em Brasília nesse período, fica um pouco difícil ainda encaixar nessa história ele ter cursado três anos de Engenharia na PUC da cidade do Rio de Janeiro.

Após checar as fontes de informação, deixo as seguintes questões para reflexão:

i) Por que as biografias divulgadas por Aécio Neves e sua equipe de propaganda insistem em registrar o início da vida no meio político de Aécio Neves em 1983, e omitem que em 1977 ele já estava registrado como “Secretário da Câmara dos Deputados”?

ii) Como Aécio Neves ocupou um cargo de secretário de gabinete parlamentar em Brasília de 1977 a 1981, se ele vivia no Rio de Janeiro? Isto não é um claro indício de que o início da vida de Aécio Neves no meio político foi um caso de funcionalismo fantasma?

iii) Entendendo nepotismo como “…o favorecimento de parentes (ou amigos próximos) em detrimento de pessoas mais qualificadas…” (veja aqui), as informações coletadas não indicam que o início da vida no meio político de Aécio Neves, então um adolescente de 17 anos e tendo o pai como Deputado Federal, foi um caso evidente de nepotismo?

Bem, é para seguir com a busca por informações e pensar criticamente antes de votar.

Aos professores no seu dia


segunda-feira, outubro 13, 2014

Após ter texto vetado por declarar voto a Dilma, Xico Sá pede demissão da Folha

Após ter texto vetado por declarar voto a Dilma, Xico Sá pede demissão da Folha
Foto: Euzemar Pereira/Func
Após ter um artigo vetado no jornal Folha de S. Paulo, o jornalista e escritor Xico Sá pediu demissão da publicação. No texto, que sairia em sua coluna do caderno de Esporte no último sábado (11), ele declarava voto à presidente Dilma Rousseff (PT). No dia em que a coluna seria publicada, ele escreveu em seu perfil no Twitter uma série de postagens sobre a relação entre a imprensa e a política. “Phoda-se o PT, a merda é q ñ há a mínima manchete contra os outros. ai tá a putaria jornalística e eu,lá de dentro, sei cuma funciona”. Em outro momento, chegou fazer referência à revista Veja. “Nego acha q por trabalhar na imprensa burguesa desde os 18 anos ñ posso ser contra a orientação política dos chefes. oxi,ai q devo ser mesmo. um dia ainda vou contar tudo q a imprensa ñ deixa sair se for contra a orientação política dos grandes jornais. só podem os reinaldões etc”, apontou.

Em resposta ao site Brasil 247, que noticiou seu pedido de demissão, o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila, confirmou o ocorrido. “Sim, Xico Sá pediu demissão da Folha. Em sua última coluna semanal, que seria publicada no sábado 11/10 no caderno Esporte, ele declarava voto num dos candidatos à corrida presidencial, o que fere a política do jornal, segundo a qual os colunistas devem evitar fazer proselitismo eleitoral em seus textos. Se quiserem, podem escrever artigo em que revelam seu voto e defendem candidatura na pág. A3 da Folha. Esta opção foi dada a Xico Sá, que recusou a oferta”, explicou.  Em sua página no 
Facebook
, o jornalista também ratificou, em resposta a um amigo, que pediu para sair do jornal.  “Como disse agorinha aqui, ñ quero sair por ai culpando pessoas, até pq em matéria de santidade tô lascado também.a santidade do cronista é . prefiro refletir. depois escrevo sobre o assunto ponto a ponto, com calma. nao desejo q façam uso político disso - o q ja tem sido inevitável (rs). momento eleitoral é uma passionalidade da gota. e eu q pedi para sair, como diziam no tropa de elite. Rs”, disse. Do BN.

domingo, outubro 12, 2014

Marina Silva, descansa em paz!


Marina Silva, do PSB, anunciou neste domingo apoio ao candidato à presidência Aécio Neves.

Acabou Marina Silva (1958-2014). Fundadora da Central Única dos Trabalhadores e organizadora do PT, além de amiga e fraternal companheira do líder seringueiro Chico Mendes, Marina Silva foi durante anos, dentro do campo da esquerda brasileira, a representante de uma utopia que tentou conciliar três vetores quase sempre desalinhados: o desenvolvimento econômico, a inclusão social e o respeito ao meio ambiente e às populações tradicionais.

Sua saída do PT, em 2009, empobreceu o partido e o debate interno sobre qual caminho seguir na busca por um mundo mais justo e solidário.

A figura frágil – sobrevivente da miséria dos migrantes recrutados para trabalhar na extração da borracha; nascida em uma família de onze irmãos (da qual oito se criaram); órfã aos 15 anos; sonhática (conforme a auto-definição); vítima da malária, da intoxicação pelo mercúrio dos garimpos e da leishmaniose (doenças da extrema pobreza) – pereceu no domingo, 12 de outubro, depois de lenta agonia.

Foi nesse dia que ela formalizou seu apoio ao tucano Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais, contra a candidatura da petista Dilma Rousseff.

Como membro do Partido dos Trabalhadores, onde militou durante 23 anos, Marina ajudou a eleger e a implantar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em que exerceu o cargo de ministra do Meio Ambiente durante cinco anos e quatro meses. Foi um período importante, que consolidou as condições para o Ceará, terra dos pais de Marina, crescer mais velozmente do que a média nacional –3,4% ao ano, contra 2,3% da média nacional.

Anos também importantes para o Nordeste como um todo, que deixou de ser exportador maciço de mão-de-obra, já que criou oportunidade de emprego e renda “como nunca antes”. Só para efeito de comparação, ainda hoje a atividade econômica nordestina cresce acima de 4% (nos cinco primeiros meses de 2014), resultado superior à média nacional (0,6%), segundo o Banco Central.

Exemplo de superação das dificuldades, Marina Silva conta em sua biografia com uma passagem como empregada doméstica. Dureza. Mas a contribuição de Marina no fortalecimento do governo do primeiro operário na Presidência ajudou a mudar a situação das empregadas domésticas.

Primeiro com a valorização do salário mínimo, que passou de R$ 200, no último ano do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, para os R$ 724 atuais.

Depois, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição das Empregadas Domésticas, de 2013, que ela, com seu exemplo e luta a favor dos oprimidos, ajudou (ainda que indiretamente) a garantir.

Mais de um século depois da Abolição da Escravatura, 7,2 milhões de empregados domésticos brasileiros foram incluídos na categoria de cidadãos dotados de mínimos direitos trabalhistas, entre os quais o controle da jornada de trabalho, definida em oito horas diárias.

Além disso, a categoria começou a receber horas extras, remuneradas com valor pelo menos 50% superior ao normal.

Marina estudou muito, de modo a formar-se como historiadora, professora e psicopedagoga, em uma época em que o país só oferecia aos membros da elite branca a possibilidade de conquistar um diploma de nível superior.

Como membro do Partido dos Trabalhadores e afrodescendente, Marina ajudou a fazer a revolução educacional que aumentou o acesso dos mais pobres e morenos aos bancos universitários. Pela via da ampliação no número de vagas nas universidades federais, do ProUni e do Fies, o número de vagas no ensino superior mais do que duplicou de 3,5 milhões (em 2002) para 7,1 milhões (em 2013).

Uma vida de vitórias, exemplos e superações.

Mas Marina Silva acabou no domingo 12 de outubro, quando virou as costas para sua própria trajetória ao declarar voto no candidato Aécio Neves, o representante de uma política econômica ostensivamente contrária à valorização do salário mínimo e à ampliação das políticas sociais e de inclusão.

Com o capital eleitoral que conseguiu reunir no primeiro turno (21,32 % do total de votos, ou 22.176.619 eleitores), Marina poderia ajudar sua Rede Sustentabilidade a se consolidar como a tal terceira via de que tanto falou antes.

Ela preferiu juntar-se a forças bem conhecidas dos brasileiros: Que criminalizam os movimentos sociais; que atentam contra a liberdade de imprensa; que são apoiadas pela chamada “Bancada da Bala”, por Silas Malafaia e por Marcos Feliciano.

Sem contar que os votos de Levi Fidelix (PRTB, o idiota que fez do aparelho excretor um programa de governo) devem ir para Aécio também.

Marília de Camargo César, autora da biografia “Marina: a vida por uma causa” (editora Mundo Cristão, 2010), conta que, diante de um problema de difícil resolução, a ex-ministra costuma praticar a “roleta bíblica”, que consiste em abrir a Bíblia aleatoriamente, para saber o que Deus recomendaria na situação.

Não é difícil imaginá-la nesse mister quando ela se saiu com a idéia de pedir que o PSDB reconsiderasse a campanha pela redução da maioridade penal, como condição sine qua non a seu apoio. Aécio respondeu sem pestanejar: não! E assim acabou-se mais uma convicção “firmíssima” de Marina.

Descansa em paz, Marina!

Por Laura Capriglione no Yahoo.com

sexta-feira, outubro 10, 2014

LULA: “ARMÍNIO E AÉCIO SÃO O MUNDO QUE NÃO DEU CERTO”



Ex-presidente reforça linha de campanha de confronto direto com o PSDB; "O FMI, que estava quietinho, já está dando palpite novamente", alertou Lula, em entrevista à revista Carta Capital; "A vitória de Aécio seria a vitória do mundo que não deu certo"; ex-presidente respondeu colega Fernando Henrique, que considerou o voto na presidente Dilma Rousseff como do eleitor desinformado; "É lamentável um cientista político estudioso como o Fernando Henrique ter pronunciado uma frase tão agressiva contra o eleitor"; Lula disse estar "preocupado"; "Será que as pessoas estão entendendo que o que está em jogo são dois projetos diferentes?"

O ex-presidente Lula está reforçando as linhas de confronto direito entre a campanha do PT e o PSDB. "Armínio, Aécio, essa gente toda significa o retrocesso, a volta de um mundo que não deu certo", disse Lula em entrevista à revista Carta Capital, que circula a partir desta sexta-feira 10.

- O sistema financeiro está ouriçado para que Aécio ganhe as eleições. O FMI, que estava quietinho, voltou a dar palpite porque sabe onde o seu Armínio Fraga vai colocar os juros, criticou Lula, apostando numa forte alta da Selic.

Ele lembrou que assumiu a Presidência da República, em 2003, com os juros nas alturas e uma dívida externas de 30 bilhões de dólares. Acrescentou ter herdade uma política econômica que não criava empregos.

- Agora, a pretexto de atacar a inflação eles querem criar desemprego. Isso acontece porque eles não se importam em nada com quem trabalha, desferiu o ex-presidente.

Para Lula, "O Brasil o país que tem o futuro mais garantido". Ele citou o volume de obras de infraestrutura em curso e os recordes que vão sendo batidos na extração do petróleo do pré-sal.

- Não é jogando nas costas do povo um ajuste fiscal, cortando salários, dispensando trabalhadores que vamos fazer o Brasil crescer.

Lula disse estar preocupado com a atenção que a população está dando ao pleito:

- As pessoas não perceberam que o que está em disputa nesta eleição são dois projetos de país. O nosso, que é o presente e do futuro, e o deles, que é de volta ao passado. E é isso o que me preocupa, assinalou o ex-presidente.

Ele não poupou, ao contrário, foi bastante direto na crítica a seu antecessor Fernando Henrique Cardoso:

- Eu me sinto muito ofendido com esse preconceito que chega às raias do absurdo, atacou Lula. O Fernando Henrique é um cientista político estudioso que não percebeu a evolução política da classe mais pobre. Ele está falando do passado do tempo dele, quando ainda valia o voto de cabresto. O povo mudou e ele não percebeu, continua representando uma certa elite preconceituosa. Do 247.